Os tipos do Eneagrama

 - Olhando detalhadamente cada tipo

Tipo 9

Quadro de Afirmações Típicas

  1. Percebo-me como uma pessoa indecisa e com dificulda­de de tomar decisões.

  2. Lembro que na infância me sentia desconsiderado pelos outros, cujas necessidades apareciam
    como mais impor­tantes que as minhas.

  3. Sinto dificuldade em distinguir o essencial do secundário.

  4. Facilmente me sinto cansado.

  5. Não me esforço muito em mostrar aos outros meus ta­lentos.

  6. Quase sempre estou calmo e tranqüilo.

  7. Acho que a maioria das pessoas se preocupa demasiado com as coisas.

  8. Não vale a pena preocupar-se muito com as coisas.

  9. Não recordo a última vez que dormi mal.

  10. Gosto de ter tempo para não fazer nada.

  11. Sou uma pessoa extremamente tratável.

  12. Não há nada tão urgente que não possa esperar até amanhã.

  13. Ainda que haja algumas diferenças, tenho a impressão de que a maioria das pessoas se parece muito.

  14. Em geral, não sinto grande entusiasmo pelas coisas.

  15. Minha atitude é: "Não esquente".

  16. Preciso de estímulo externo para mover-me.

  17. Odeio gastar minha energia inutilmente.

  18. Odeio que me perturbem.

  19. Posso ser um árbitro imparcial, porque para mim as duas partes são igualmente boas.

  20. Sinto tendência a dar importância às coisas, para que os outros se tranquilizem.

  21. Geralmente opto por aquilo que me oferece menos resis­tência.

  22. Prezo-me de ser uma pessoa estável.

  23. Custa-me escutar e prestar atenção.

  24. Não acredito que eu seja o único importante.

  25. Concordo com esta frase: "Por que estar de pé quando se pode estar sentado e por que estar sentado quando se pode estar deitado?"

     Visão geral

 

  • Muitos contam que na infância foram "desconsiderados" ou naufragaram de alguma forma. Foram ignorados ou re­jeitados quando apresentavam opinião própria; os interes­ses dos pais ou irmãos pareciam ter mais importância. Sendo desconsiderados, aprenderam a se entorpecer, a desviar suas energias das prioridades e a esquecer de si mesmos.

  • Muitos nunca registraram qualquer acesso de ira. Por isso, resolveram guardar a raiva só para si.

  • Outros, quando crianças, viviam em situação tão difícil e aparentemente insolúvel, que tiveram que tentar manobrar entre as frentes e entender os dois lados para não serem eles mesmos triturados.

  • Desenvolveram assim uma sensibilidade aguçada pelos in­teresses e necessidades dos outros e puderam, com o tem­po, fazer com que isso se tornasse os seus próprios interes­ses (nesse ponto, o Nove se parece com o Dois).

  • Outros ainda experimentaram uma harmonia tranqüila, sem altos e baixos ou desafios e foram tão mimados que bem cedo se acomodaram.

  • Perderam o contato com aquilo que querem, deixando-se absorver pelos desejos alheios, desviando a atenção para tarefas secundárias e fugindo da realidade com distrações, através de uma rotina previsível e de bastante comida e bebida.

  • Aprendeu a incorporar os entusiasmos dos outros como se fossem seus. Dizer "não" é muito difícil. É menos ameaça­dor parecer dizer "sim". Parece concordar por não ter dito "não", mas continua em cima do muro sem se comprome­ter. Pode embarcar numa situação durante muito tempo, enquanto não se decide.

  • Tem dificuldade em distinguir o essencial do secundário.

  • Tem dificuldade em tomar uma decisão porque, identifican­do-se tão facilmente com os pontos de vista dos outros, vê razões positivas em todos os lados da questão. "Por que tomar posição quando todos os lados têm seus méritos?"

  • Refugiam-se na segurança de não saber o que querem, de não ter uma posição a defender, de ficar numa sonolência descomprometida, onde as decisões ficam pendentes. Es­peram que os outros resolvam os problemas ou que as situa­ções "apodreçam" por si.

  • No entanto são os mais teimosos do Eneagrama: quando são forçados a tomar decisões, empacam e se recusam a se mover um milímetro.

  • Sua decisão é não tomar decisão nenhuma; sentir raiva, mas guardá-la; parecer acompanhar a onda, embora es­tando internamente dividido; a tomada de decisões é re­tardada também por questões antigas mal resolvidas; a men­te vive cheia de assuntos não concluídos. Fica preso ao passado e não consegue se comprometer com o pre­sente.

  • É mais fácil tomar decisões quando há várias opções: a que não for rejeitada, é a preferida (sabem o que não querem).

  • Sofrem por não saber o que querem e ao mesmo tempo são abençoados por isso porque, tendo perdido sua posi­ção pessoal, são capazes de empatizar com a experiência interior dos outros.

  • São promotores da paz e mediadores, porque têm capaci­dade para concordar com todos os pontos de vista, não se comprometendo com nenhum.

  • Agem pelo hábito (ligam o "automático") e pela repetição de soluções familiares (ritualismo). Têm capacidade de fa­zer várias coisas ao mesmo tempo e desenvolver tarefas complicadas sem precisar prestar atenção. Prestam aten­ção de modo globalizante.

  • Está entre o Um e o Oito: conflito entre ser correto e ir contra as regras; a criança tentou vencer o dilema de se aco­modar ou se rebelar: não chegou a nenhuma conclusão.

  • É o tipo do Eneagrama em que a raiva adormeceu (agres­são passiva). A raiva é expressada indiretamente. Como percebem bem o que os outros querem, sabem como "chateá-los", não fazendo o que esperam. Armazenam rai­va, até rebentar (aí uma decisão é tomada, porque não dá mais para agüentar). Quando expressam a raiva, isso gera uma sensação de alívio. Mas demora: primeiro vêm as opi­niões dos outros como parecendo corretas; depois ficam longamente analisando de todos os ângulos, só depois che­gam à conclusão de que não há problema em sentir raiva e aí a expressam de forma vulcânica (isso assusta os outros, que estão acostumados a ver mansidão).

  • Seu dom de aceitar os outros sem preconceitos faz com que se sintam compreendidos e aceitos por eles. Têm sentimentos amistosos g cooperativos e sabem ouvir os outros até o fim.

  • Trabalham bem se receberem credibilidade, mas não bus­cam abertamente o reconhecimento. Dão-se bem em em­pregos de rotina.

  • Experimentam sensações de entrega, fusão, absorção, per­da de identidade.

  • Podem ser árbitros imparciais porque sabem ver os aspec­tos positivos de ambos os lados.

  • Seu sentido de decência faz deles, em certas cricunstâncias, lutadores engajados pela justiça e pela paz.

  • Conseguem expressar verdades duras com calma e com tal naturalidade que parece fácil aos outros "engolir" essas ver­dades.

  • Para muitas pessoas, parece fácil alcançar a tranqüilidade ao lado de um Tipo 9.

  • Está no vértice do Eneagrama. Representa de certa forma a natureza humana primitiva e não corrompida. (No inte­rior da África e da Ásia, logo se percebe que a maioria das pessoas é do Tipo 9; daí também o conflito que nasce do contato entre o negro africano com a sociedade ocidental.)

  • Livro O Papalagi, que descreve o choque de mentalidades entre o agir primitivo e a civilização ocidental.

  • A sociedade "civilizada" fez da atitude do Tipo 9 um peca­do e a chamou de indolência ou preguiça. A fraqueza de iniciativa é antes uma espécie de confusão interna — tem dificuldade de entender sua natureza.

  • Precisa antes de tudo descobrir o que realmente quer e tomar consciência de quem ele é.

  • Aí descobre que está "em toda a parte e em lugar nenhum". É generalista, sabe de tudo, mas nada com precisão.

  • Muitas vezes falta-lhe vontade ou não se esforça o bastante para mostrar aos outros o seu talento.Consegue imiscuir-se ou retirar-se de algo sem que isso chame maior atenção.

  • Quando alguém inicia um tema, é capaz de levá-lo adiante, ainda que não o faça com grande paixão, se o parceiro mudar de tema, ele também o acompanhará (gosta de re­mar a favor da correnteza).

  • São amáveis — basta que os amemos. Mas às vezes proce­dem com tal delicadeza e brandura que mal percebemos tratar-se de pessoas.

  • A maioria não vai mudar o mundo porque prefere o cami­nho do menor esforço e tem medo de decisões que possam comprometê-la.

  • Gosta de "empurrar com a barriga" tarefas importantes e fugir de tudo o que é difícil e exige muita energia.

  • Considera-se descomplicado e simples e assim age — isso faz com que os outros tenham facilidade em lidar com ele. É sincero. Nele não há motivos escusos. Diz o que sente, mesmo que para descobri-lo em si tenha que fazer esforço.

  • O que diz é realmente o que pensa. Alguns confessam que às vezes há nele uma compulsão interna que o força a res­ponder francamente às perguntas que lhe são dirigidas. Posteriormente, pode chatear-se porque confia em alguém que realmente não merecia sua confiança.

Auto-imagem: estou satisfeito

Idealização: harmonioso 

Estilo de falar: divagador

Tentação (dilema):  auto-rebaixamento

  • A tentação consiste em diminuir-se, sobretudo diante de si mesmo.

  • À primeira vista age com humildade, mas por trás disso existe uma falsa modéstia e medo de aparecer.

  • Por não estar seguro de si, prefere manter-se em segundo plano e cuidar para que sua imagem não desperte a aten­ção. Consegue entrar numa sala e dela sair sem que nin­guém o perceba; não procura atrair a atenção dos outros e nada faz para aparecer.

  • Prefere que os outros o percebam por iniciativa deles e venham até ele; quando isso acontece, fica agradavelmen­te surpreso e está pronto a sair de seu esconderijo interno.

  • É por isso que existem poucas pessoas do Tipo 9 que sejam famosas.

Fuga de:    conflito 

Pecado de raiz:  preguiça

  • Não tanto no sentido de não fazer nada, mas no sen­tido de não perceber o curso correto da ação nem con­seguir ficar no rumo sem desviar para coisas não essen­ciais.

  • (Os monges antigos falavam da "acedia" — demônio do meio-dia.)

  • É por natureza acomodado e lento para agir. Isso pode irritar os outros.

  • Para ele é problemático tomar iniciativas, desenvolver pro­jetos, assumir e realizar tarefas.

  • Tudo faz para não se comprometer e não ser forçado pelos outros (por isso, é preciso que os contratos com ele sejam bem definidos). Se deixarmos espaço grande para a sua autodeterminação, existe o perigo de nada ser feito.

 Mecanismo de defesa:  anestesiar-se (narcotizar-se)

  • Pelo fato de não se sentir preparado para tantos esforços e desafios, foge muitas vezes para algum vício.

  • Só com dificuldade entra em ação e é tentado a pensar: "talvez um copo de bebida ajude". Recorre a estimulantes externos porque dificilmente consegue estimular-se.

  • Dá impressão de estar, às vezes, no mundo da lua. Quando nada acontece ao seu redor, é capaz de adormecer em ple­na luz do dia. O sono pode ser o lugar ideal de fuga, quando a vida se torna cansativa. (Às vezes, tem insônia à noite.)

  • Quando se encontram em situação aflitiva, muitos se re­traem: não querem ser peso para os outros e não lhes pas­sa pela cabeça que alguém possa entendê-los ou ajudá-los ou que alguém se interesse por seus problemas.

  • Mas quando chegam ao ponto crítico em que parecem como que paralisados, precisam necessariamente de ajuda externa.

  • Amor e dedicação são meios miraculosos de levantar um Nove à beira do abismo. (Mas esse amor deve ser apenas o empurrão inicial.)

Armadilha: indolência e comodismo

(são para,ele formas de equilibrar novamente a balança da justiça)

  • Não vale o esforço; é tudo tão complicado e cansativo. "Por que ficar de pé se posso estar sentado e por que sen­tar se posso estar deitado?"

  • Seu lema é: "Não esquente".

  • O não redimido raramente chega à ideia de estabelecer contatos ou criar relacionamentos. É muito raro que dê o primeiro passo.

  • Freqüentemente são iludidos por eles mesmos, por sua in­decisão. São cínicos em relação a si mesmos, crêem que não valem nada e que tudo é imprestável. Tendência à re­signação.

  • Atitude passivo-agressiva: "Não nos engajamos" significa também uma atitude de arrogância para consigo mesmos e para com os outros: "vocês não merecem que eu me canse".

  • Sendo tipo instintivo, carrega em si uma atitude hostil e uma profunda desconfiança contra a vida (embora isso es­teja escondido).

  • Evita conflitos: abstém-se e cai fora.

  • Consegue recusar-se terminantemente a colaborar na mu­dança de uma situação. Não mexe uma palha e espera que o problema se resolva por si.

  • Às vezes, reage como se nada tivesse percebido (perante o que os outros esperam dele). Expectativas não abertamen­te declaradas, ele simplesmente não realiza (essa é a única forma de "fingimento" que se pode encontrar no Nove).

  • Demora muito tempo até externar sua raiva. Sua passivida­de pode provocar uma explosão no outro e isso pode abrir caminho para um confronto.

  • Pode acontecer que sua "explosão" seja lentamente prepa­rada, e só explode depois de refletir e achar que sua explo­são é justificada. E aí deixa todo mundo assustado.

  • Não enche a cabeça com preocupações inúteis. Joga fora pesos inúteis e procura coisas simples e claras. Tudo o que é confuso e abstrato causa-lhe enfado.

  • O não redimido consegue evitar tudo: a vida, o mundo, o bem e o mal, inclusive a si mesmo.

  • Não possui mecanismos de defesa para proteger-se de agres­sões do mundo externo.

  • Como "filho do Paraíso", não se sente preparado para en­frentar as seduções e perigos do mundo em que vive. Qua­se tudo o que vem do mundo externo se mostra para ele penoso e estressante.

  • Gasta suas energias em conflitos internos e externos e em reprimir sentimentos fortes.

  • Mesmo estando calmo externamente e se relacionando na maior paz, pode acontecer que interiormente esteja fer­vendo. Mas não ferve sempre; pode também experimentar verdadeira paz interior.

  • Pode sentir dificuldade em dar o passo para a união afetiva definitiva, oscilando entre desejos de simbiose e autono­mia. Igualmente difícil é separar um relacionamento que durou anos.

  • Alguns ainda na personalidade têm medo de energias incontroláveis como sexualidade e agressividade. Pelo fato de ambas esta­rem ligadas a conflitos, procura mantê-las sob controle, e o resultado é uma indolência geral.

  • Muitos são bem dotados, mas seus dons não são valoriza­dos porque eles não os manifestam (a parábola dos talen­tos, Jesus a contou provavelmente para o Tipo 9).

  • Estão bem próximos de duas possibilidades: levar uma vida bonita, interessante, cheia de sentimentos, realizada, amo­rosa, verdadeiramente humana e "santa", ou nada fazer na vida e por isso ficar sem qualquer benefício.

  • Mais do que qualquer outro, o Nove está propenso a come­ter pecados de omissão e a preguiça também pode ser mortal.

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