Os tipos do Eneagrama

 - Olhando detalhadamente cada tipo

Tipo 7

Quadro de Afirmações Típicas

  1. Recordo minha infância como uma etapa feliz.

  2. Vivo de maneira alegre e radiante.

  3. Entrego-me a muitos planos e a diversos prazeres.

  4. Procuro manter meu alto-astral, buscando aventuras e experiências fortes.

  5. Gosto de manter abertas todas as opções.

  6. Freqüentemente me descubro planejando o futuro com opções agradáveis.

  7. Consigo curtir quase tudo o que há na vida.

  8. Parece que sou menos perspicaz que as outras pessoas a respeito dos outros e de suas intenções.

  9. Gosto que os outros me vejam contente.

  10. Sei fixar-me no lado bom da vida e deixar de lado os aspectos negativos.

  11. As coisas sempre funcionam da melhor maneira possí­vel.

  12. Gostaria que os outros estivessem sempre bem dispos­tos.

  13. Gosto de contar histórias.

  14. As pessoas acham que sou a "alma" das reuniões.

  15. Gosto de quase tudo o que encontro.

  16. Minha teoria é que se algo é bom, mais é melhor.

  17. Vejo-me como uma pessoa brincalhona e infantil.

  18. Gosto de animar as pessoas.

  19. Gosto de considerar as ramificações cósmicas dos fatos, a importância universal de tudo o que ocorre.

  20. Sei passar de uma coisa a outra, em vez de aprofundar uma só.

  21. Não acredito que seja bom ficar triste por muito tempo.

  22. Gosto de fazer coisas "bonitas".

  23. Gosto de saborear a vida.

  24. Consigo ser muito entusiasta perante o futuro.

  25. Na maior parte do tempo evito dedicar-me a problemas graves.

     Visão geral

 

  • Em crianças se defrontaram com um início de vida assusta­dor e dispersaram seu medo fugindo para as possibilidades ilimitadas da imaginação. Têm lembranças agradáveis da infância.

  • Parecem não ter medo. Não transmitem ansiedade. Não parecem apreensivos e se movem rumo às pessoas, numa tentativa de cativar e desarmar com graça e jovialidade. Tendem a ser alegres e radiantes, entregues a muitos pla­nos e a diversos prazeres.

  • É a eterna criança. A vida é ilimitada. É eternamente jo­vem.

  • Narcisista: convencido de suas qualidades excepcionais, acha-se superior aos outros.

  • Tem gostos sensíveis e quer experimentar o melhor da vida. Gosta de manter seu alto-astral. Quer aventuras, tem atra­ção por experiências culminantes (champanhe nas veias).

  • A tagarelice e o escapismo substituem o esforço e o traba­lho real.

  • Procuram manter abertas todas as opções e por isso dificil­mente assumem compromissos.

  • Tem a visão mais otimista do mundo: um grande plano se desenvolverá em algum ponto do futuro. Irradia otimismo e alegria. Está atento à preciosidade de cada momento. Admi­ra-se como uma criança e sente a vida como um presente.

  • Tem necessidade de manter altos níveis de excitamento: muitas atividades interessantes ao mesmo tempo.

  • Mantém múltiplas opções (evitando o compromisso com uma única coisa). Sempre há muitas trilhas mentais abertas.

  • Substitui o contato profundo por alternativas mentais prazerosas (falar, planejar, intelectualizar).

  • Usa o charme como primeira linha de defesa: escapar de problemas através da conversa.

  • Prestam atenção inter-relacionando informações diversas. Isso pode levar ao escapismo racionalizado de tarefas difí­ceis, ou à capacidade de sintetizar ligações incomuns. Há um desvio de atenção para a "memória positiva".: só lem­bram o melhor.

  • Tem muita energia e trabalha duro, desde que seu interesse se mantenha vivo. Lida com dois ou três projetos ao mes­mo tempo, mas nada avança. Observado de fora, parece disperso, mas ele percebe uma ligação interna entre tudo.

  • Se os outros não reconhecerem seus méritos, racionaliza a rejeição como sendo erro de outros.

  • Compromissos casuais são fáceis, mas o compromisso de­finitivo é difícil.

  • São gregários e faladores, cativantes: gostam de jogos e brincadeiras.

  • A atração por falar e intelectualizar é também um substituto da ação.

  • Medo de ir fundo em qualquer coisa; a atração pelo prazer mascara uma fuga do sofrimento.

  • Tem dificuldade em se limitar a um projeto, porque, estrei­tando a atenção, as capacidades objetivas vêm à tona (bem como o sofrimento); a idéia inflada a respeito de uma capa­cidade não resiste a um exame (é doloroso poder revelar-se como sendo menos do que acredita ser).

  • Às vezes, aparecem como charlatões.

  • A atração pela excitação leva também à curiosidade inte­lectual e à pesquisa criativa.

  • Procuram nivelar a autoridade (ninguém acima nem abaixo deles). Buscam contatos prazerosos e agradáveis como meios de desarmar a autoridade. Acham-se capazes de, através da conversa, se safar de problemas com a autorida­de. Tornam-se autoritários, quando lhes são cortadas as liberdades.

  • Ótimos para levantar o astral de um grupo. Bons quando um projeto está em fase de idealização; depois, vão per­dendo o interesse.

  • Com sua espontaneidade, dá impressão de que em tudo há beleza e bondade — nada é supérfluo.

  • Cheio de idealismo, de planos... e consegue entusiasmar os outros para isso.

  • Ajuda os outros a ver e usufruir o lado bom da vida. É jovial, tem humor contagiante, sabe rir de si mesmo. As crianças adoram o Tipo 7. A primeira vista, parece não estar bom da cabeça.

  • Relaxado, humorista, fantasioso, radiante, brincalhão, charme desarmado, até perceber que tudo isso também serve para protegê-lo de agressões, medos, sofrimentos.

  • Muitos tiveram experiências traumáticas para as quais não estavam preparados.

Para não repetir essas experiências, reprimiram ou disfar­çaram suas experiências dolorosas. Descrevem sua vida com cores alegres, mesmo que o cenário seja negro: pla­nejam sua vida como se cada dia prometesse o máximo de alegria e o mínimo de sofrimento; unem o útil ao agra­dável e chegam a um bem-estar.

  • Muitos riem sem cessar (com o tempo isso pode aborrecer os outros). Tudo é maravilhoso: a vida está cheia de prodí­gios e surpresas agradáveis; é a "eterna criança", parece viver com os pés no ar. Usa expressões como "o máximo", "super", "loucura".

  • Ávido por novidades, como se o que sabe nunca bastasse. Precisa de variedade, estímulo, novas vivências.

  • Precisa explorar sempre novas possibilidades para maximizar a alegria de viver.

  • As tarefas desagradáveis são adiadas ou ignoradas (não podendo ser evitadas, são almofadadas com algo que dê felicidade).

  • "Viciado em adrenalina e tem champanhe no sangue", sem perceber que muito do que faz é fuga dos próprios abis­mos.

  • Não é especialista, mas generalista: para ele há sempre muitas bolas em jogo, porque sempre quer deixar abertas todas as opções e esquivar-se do contato íntimo com algu­ma coisa ou pessoa.

  • Na profundidade, o sofrimento pode estar à espreita e os limites podem tornar-se visíveis, se houver dedicação total a uma coisa.

  • Por isso, dominam a arte de "blefar" — são gozadores e dão a impressão de saber de tudo e de ter muitas qualidades.

  • Bastam-lhe poucos fatos: eles os combinam talentosamente para dar a impressão de um todo completo.

  • Muitas vezes têm dificuldade em decidir por certa carreira.

  • Gostam de trabalhar como autônomos ou num grupo que funcione bem — porque são autoritários e sofrem quando suas liberdades são cortadas por superiores.

  • Também não gostam de súditos: o exercício do poder po­deria levar a conflitos dolorosos.

  • São basicamente egocêntricos e preocupados com seus próprios projetos: farão o que lhes agrada, quer haja ou não alguém com eles. Esquecem facilmente os outros.

  • Expressam raiva debochando do problema, ridicularizando as preocupações dos outros, divertindo-se com elas.

Auto-imagem: sou feliz

Idealização: otimista

Estilo de falar: tagarela

Tentação (dilema):  idealismo

  • Gosta de sistemas ortodoxos e fechados.

  • Tende para o fundamentalismo.

  • Procura hierarquia-segurança-autoridade (militares fanáti­cos).

  • Fascínio pela lei (para protegê-la ou para infringi-la).

  • É o advogado do diabo (tern um sexto sentido para os dis­parates e momentos suspeitos).

Fuga de:    sofrimento

Pecado de raiz:  intemperança (imoderação)

  • Gula: fome de excitações e de experiências sentidas pelo corpo, mais do que necessidade de comer; é o vício da adrenalina. Adoram o ímpeto da energia física, da excita­ção, da aventura e da estimulação mental.

  • Preferem provar um pouco de tudo do que saciar-se com uma única experiência. "Mais é sempre melhor:"

  • Exageram tudo: comer, beber, trabalhar, fazer projetos, re­lacionar-se, comprar... Precisam sobretudo de brincadei­ras, alegria, diversão.

  • Tem o dom de rechear um caso engraçado. É rápido para enxergar o lado cômico de uma situação. É gozador de­mais.

  • Gosta de ficção científica, futurologia, fantasia — tudo o que o tira da realidade. Por isso, também gosta de viajar. É capaz de assistir ao mesmo filme vinte vezes. Geralmente luta com problemas de peso.

 Mecanismo de defesa:  racionalização

  • Encontra motivos racionais para minorar experiências do­lorosas. A dor não é sentida, mas deslocada. Isso mostra claramente que é um tipo da Cabeça. A felicidade e a ale­gria vêm da cabeça, tal como o medo do Seis.

  • Alguns conseguem viver a vida toda sem perceber o lado escuro de si mesmos e do mundo, e chamam de pessimis­tas os que colocam o dedo nas feridas.

  • Precisa de muito tempo para perceber o lado negativo; pelo fato de querer que tudo seja bom e belo, elimina os outros aspectos da realidade.

  • Corre o perigo da "inflação" do eu — uma visão exagera­damente positiva de si.

  • Muitos, enquanto crianças, tinham medo do escuro e ti­nham que dormir com a luz acesa (cor e luz).

  • Quando um curso ou retiro começa a apertar, afastam-se ostensivamente, começam a fazer brincadeiras, ficam nas últimas filas, contam piadas (um dos métodos eficazes de afugentar a dor é fazer piada... "riso nervoso").

  • Foge da dor — é um otimista notório. É difícil para ele ocupar-se dos problemas emocionais próprios ou alheios. Fica infeliz quando os outros estão infelizes. Precisa de vi­bração e de" pessoas alegres.

  • Às vezes, precisam "modificar" um sofredor porque não conseguem suportar a dor.

  • Quando a coisa fica preta, despistam e fogem do assunto: "daqui a pouco vai melhorar".

  • A alegria e a despreocupação são apenas fachada; ele mes­mo sabe que, às vezes, por trás de um sorriso se esconde uma grande tristeza.

  • Deseja que alguém enxergue além de sua alegria aparente e leve a sério sua dor. Sua tentativa de partilhar esse lado às vezes fracassa, porque não é levado a sério pelos outros —e ele volta ao seu papel de palhaço.

  • Gosta de boa comida e tem um fraco por doces. Bebe, para anestesiar a dor.

  • Enquanto o Dois armazena amor, o Sete armazena alegria e felicidade.

  • A Renovação Carismática é um movimento com energia do Tipo 7.

  • Não é fácil criticar um Sete: suporta tudo com um sorriso charmoso ou leva tudo na brincadeira; dá a impressão de que a crítica não o atingiu.

Armadilha: planejamento

  • Ficam continuamente planejando o futuro, com uma série
    de opções interligadas, destinadas a intensificar o prazer.

  • Quando a atenção salta compulsivamente entre várias op­ções interessantes, o Sete está em fuga.

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