Os tipos do Eneagrama

 - Olhando detalhadamente cada tipo

Tipo 6

Quadro de Afirmações Típicas

  1. Lembro que na minha infância não sentia autoridades bem definidas.

  2. Desde pequeno me lembro de desconfiar de quem esta­va investido em qualquer autoridade.

  3. Não gosto de êxito e, do meu passado, lembro mais facilmente das coisas negativas que dos sucessos

  4. Sinto que sou uma pessoa tímida.

  5. Gosto de pertencer a um grupo e de trabalhar em equipe.

  6. Antes de tomar uma decisão, obtenho todas as informações possíveis para estar seguro de que estou preparado.

  7. Para mim é muito importante a lealdade ao grupo. 

  8. Sinto muitas dúvidas.

  9. Basicamente sou uma pessoa moderada.

  10. Sem leis definidas, é difícil dizer o que as pessoas têm que fazer.

  11. Sei atuar com sentido de dever e responsabilidade.

  12. É muito difícil para mim ir contra o estabelecido pela autoridade.

  13. Penso durante muito tempo, porque preciso explorar exaustivamente as diversas opções.

  14. Pergunto-me freqüentemente se tenho valor suficiente para fazer aquilo que preciso fazer.

  15. Gosto de estar muito seguro antes de atuar.

  16. A prudência é uma atitude muito importante para mim.

  17. Com freqüência me encontro avaliando os outros com relação à possibilidade de serem ou não uma ameaça para mim.

  18. Gosto que seja bem definido o que devo fazer.

  19. Parece-me que sinto o perigo e a ameaça mais que os outros.

  20. Sinto tendência a dividir o mundo em grupos e preocu­po-me de que lado as pessoas estão.

  21. Tenho consciência das contradições e sou muito sensível a elas.

  22. Prefiro que as coisas tenham seu princípio e seu fim esta­belecidos e que fiquem abertas na sua realização.

  23. Com freqüência fantasio sobre mim mesmo, como se ocupasse um lugar de "herói".

  24. Tenho a sensação de que sempre estou lutando contra meus medos.

  25. Sinto que me preocupo mais que os outros em defender a mim mesmo e em defender as minhas posições.

     Visão geral

 

  • Muitos não desenvolveram o sentimento de confiança por­que tiveram pais sem autoridade, sem confiabilidade, vio­lentos ou de sentimentos frios.

  • Quando pequenos, perderam a fé na autoridade. Na vida adulta isso se traduz em suspeita dos motivos dos outros. Tentam atenuar essa insegurança buscando um protetor forte ou agindo contra a autoridade ("advogado do diabo).

  • Muitos recebiam castigos sem razão evidente...

  • ou tiveram que procurar um protetor em quem confiar;

  • ou aprenderam a detectar o menor indício de perigo para procurar a tempo a proteção;

  • ou tiveram que se prevenir agressivamente contra a vio­lência.

  • No primeiro caso, a pessoa é levada a procurar uma auto­ridade (instituição, livro...).

  • Colaboradores, sabem trabalhar em grupo, são confiáveis
    — no relacionamento é possível crer em sua fidelidade.

  • Amizades marcadas por sentimentos ternos e profundos. Muitas vezes são espirituosos e originais e têm humor cômi­co. Dedicam-se de corpo e alma às pessoas de que gostam.

  • Sabem vincular conservação de tradições e disposição de abrir novos caminhos.

  • Têm senso para o que é possível e impossível. Percebem a tempo aspectos negativos de um projeto. Têm um sexto sentido para perigos iminentes.

  • Conseguem ser perspicazes e corajosos quando se trata de abrir novos caminhos e traçar novos limites.

  • Muitos estudiosos do Eneagrama acham que o Tipo 6 é o mais numeroso na sociedade ocidental. Mas também é o Tipo que menos se assume como tal.

  • É facilmente acometido de autodesconfiança. Isso o torna cauteloso, medroso, desconfiado; sempre fareja perigo. Em ní­vel psicopático, torna-se vítima de sua mania de perseguição.

  • Desde criança percebeu: "o mundo é perigoso, é preciso estar sempre alerta; não tenho autoridade interna suficien­te para estar à altura de tudo isso. Por esse motivo, devo I rocurar segurança em algo fora de mim".

  • São emocionalmente dependentes dos outros, não tanto le si mesmos.

  • Gostam de estar junto dos outros, mas primeiro os colocam prova.

  • Adoram a autoridade e a temem ao mesmo tempo. A pos­tura antiautoritária os leva a abraçar causas de oprimidos.

  • São obedientes e também desobedientes.

  • Temem a agressão dos outros, mas às vezes são altamente aressivos.

  • Procuram segurança e assim mesmo se sentem inseguros. 

  • São amáveis e ajustados, mas de repente podem ser vulga­res e cheios de ódio.

  • Acreditam nos valores tradicionais, mas podem subitamen­te passar por cima deles.

  • Querem escapar do castigo, mas às vezes eles mesmos chamam sobre si.

  • Anseia por segurança, não se contenta com sonhos. Quer um mundo claramente dividido em preto e branco e uma verdade definida que possa levar para casa.

  • No pior dos casos, o Tipo 6 desenvolve uma energia tipo nazista, exigindo de maneira presunçosa e totalitária que a realidade seja do seu jeito; está disposto a cumprir qualquer ordem que venha de "cima".

  • Muitos experimentam hiatos em sua história: não conse­guem acabar os estudos ou um curso. Têm dificuldade em acabar tarefas, pois temem agir em seu próprio benefício. Pouco antes das provas, eram acometidos de um pavo paralisante ou não avançavam porque queriam aprofunda cada detalhe e tirar todas as dúvidas.

  • Põem em dúvida sua própria posição, em vez de sustentá-la.

  • São pessimistas e têm medo do sucesso. Não tendo sucesso, é menor o perigo de aparecerem em cena invejosos e concorrentes.

  • Por isso, dá voltas ao redor do sucesso, que atribui ao outros ou coloca objetivos tão inacessíveis que o fracasso já está definido. Luta pela sobrevivência e não pelo sucesso.

  • Quando tem algum êxito, esquece-o rapidamente; cada situação se apresenta tão ameaçadora que nada adianta recordar o passado.

  • É um notório perdedor (ao contrário do Três). O "prazer de perder" pode assumir traços masoquistas (Woody Allen).

  • A maioria só aceita o elogio a contragosto — acham que por trás há alguma armadilha. Ficam mais vigilantes e desconfiados quando são tratados com afeto. Quem elogia Seis deve colocar sempre um pouco de crítica construtiva.

  • Sua forma de prestar atenção é sondar o ambiente em busca de sinais de perigo e observar atentamente as pessoas e busca de indicações do que se passa em suas mentes.

  • Podem facilmente localizar os pontos fracos de um argu­mento e identificam um jogo oculto de poder.

  • São vulneráveis em "ouvir" insinuações em conversas ino­centes ou em acreditar que conhecem as verdadeiras inten­ções dos outros.

  • Têm o hábito de se concentrarem em detalhes negativos, mesmo quando a situação é de modo geral boa.

  • Têm bom desempenho quando há definição clara de res­ponsabilidades.

  • Estabelecem requisitos sobre-humanos para si mesmos e depois desistem, por ser impossível alcançá-los.

  • Desconfiam da ajuda dos outros, e preferem passar pelas situações sozinhos.

  • Precisam ter seus medos subjetivos levados a sério (mesmo que o alarme pareça falso).

  • Têm tendência a eliminar o lúdico como forma de se man­terem vigilantes.

  • Protelam a ação, o pensar substitui o agir; temem tomar iniciativas.

  • Desconfiam dos motivos dos outros.

  • Experimentam amnésia a respeito de sucesso e prazer.

  • Demonstram fidelidade e responsabilidade em relação à causa, ao oprimido e ao líder forte.

  • Têm medo da raiva aberta e geralmente a atribuem aos outros.

  • Estilo intuitivo com imaginação poderosa e atenção dirigi­da a um só ponto.

Distinção: fóbico - contrafóbico Fobico:

  • Precavido, hesitante, desconfiado, evasivo, amedron­tado.

  • Dificilmente confia em si e em seus instintos.

  • Foge do perigo.

  • De certa forma são pessoas de fácil trato.

  • Quando confiam num "guia" de confiança, são capazes de se deixar orientar passo a passo por ele e de se tor­narem aos poucos mais soltos e autoconfiantes.

Contrafóbico:

  • É capaz de causar grandes prejuízos aos outros.

  • Em casos extremos, torna-se membro de grupos radicais.

  • Procura situações de risco e esportes perigosos, pois pre­fere atacar a situação de frente, em vez de estar sempre martirizado por seus medos.

  • Driblam o medo compensando-o por uma dureza impos­ta pela força artificial e pela temeridade.

  • Não têm acesso ao medo que os domina.

  • Basta um pretexto para explodirem. (Em casos extremos podem passar a vias de fato, gritar, xingar, mentir...)

Não aceitam crítica ou rejeição do que acham certo e de­fendem, objetivadamente as suas causas (isso pode levar a comportamentos intoleráveis).

Auto-imagem: faço meu dever

Idealização: fiel

Estilo de falar: limitante (podando...)

Tentação (dilema):  conhecimento (a tentação é saber, para ele, saber é poder)

  • Gosta de sistemas ortodoxos e fechados.

  • Tende para o fundamentalismo.

  • Procura hierarquia-segurança-autoridade (militares fanáti­cos).

  • Fascínio pela lei (para protegê-la ou para infringi-la).

  • É o advogado do diabo (tern um sexto sentido para os dis­parates e momentos suspeitos).

Fuga de:    atitude errada

Pecado de raiz:  medo

  • Quando no comando, encontram meio de controlar os ou­tros dissimulando o medo com conceitos como "lealdade" ou "obediência".

  • O medo é localizado na cabeça: são fantasmas cerebrais que estão na origem do medo.

  • Evita um comportamento errado: observa meticulosamente regras, leis, normas; cuida que ninguém infrinja o combinado.

 

 Mecanismo de defesa:  projeção

  • Fantasia para cenários apocalípticos — contam o pior.

  • Sua desconfiança projeta nos outros inimizade, ódio, pen­samentos negativos, por indícios insignificantes.

  • Conseguem levantar hipóteses engenhosas sobre os "moti­vos inconscientes" do parceiro.

  • A autodesconfiança faz com que vejam nos outros motivos negativos.

Armadilha:

do fóbico: covardia  / do contrafóbico: ousadia

  • Supervalorizam as autoridades, mas, ao mesmo tempo, desconfiam delas.

  • No fundo, sentem-se fracos e vulneráveis.

  • Isso pode fazer com que se submetam a uma obediência cega, mas também pode fazer que se unam a "cães de fila" para se sentirem fortes em grupo.

  • O lado positivo é a lealdade-dedicação-responsabilidade, e espera dos superiores o mesmo.

  • Dedicação pode tornar-se revolta quando a liderança em quem confiavam falha.

  • Pode tornar-se um lutador pela causa dos oprimidos (pelo fato de ser muitas vezes pisado e prejudicado).

Armadilha: avareza (sobretudo em relação ao seu eu)

  • O que possui lhe dá segurança, tem medo de perder-se ao doar-se. Isso pode chegar ao caso patológico do avarento.

  • É modesto em suas exigências e tem inclinação para a ascese. (Controla tudo para não desperdiçar nada, e orgu­lha-se de ser tão comedido.)

  • Às vezes, o início da vida foi duro, pois não tinha o que precisava e aprendeu a contentar-se com pouco.

  • Avareza e sobriedade são conciliáveis no Tipo 5.

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