Os tipos do Eneagrama

 - Olhando detalhadamente cada tipo

Tipo 5

Quadro de Afirmações Típicas

  1. Lembro que na infância as pessoas se intrometiam de­mais na minha vida.

  2. Sinto que na infância recebi pouco carinho e proximida­de das pessoas.

  3. Gosto de ser independente dos outros.

  4. Não me sinto bem em ambientes que exigem muito rela­cionamento com as pessoas.

  5. Fico em baixo-astral quando estou em situações embara­çosas ou quando alguém me pergunta como me sinto.

  6. Mantenho-me com o que tenho e procuro recolher ele­mentos de que possa vir a necessitar um dia.

  7. Não sei muito bem como participar de conversas mais voltadas para o interior.

  8. Do ponto de vista intelectual, gosto de sintetizar e reunir idéias diferentes.

  9. Consigo guardar meus sentimentos só para mim.

  10. Custa-me alcançar ou pedir aquilo de que preciso.

  11. Preciso de muito espaço e de muito tempo só para mim.

  12. Sei deixar a iniciativa para os outros.

  13. Freqüentemente me sinto por trás e observo os outros em vez de me envolver na ação.

  14. Tenho a sensação de que sou mais calado que a maioria.

  15. As pessoas me perguntam freqüentemente o que penso.

  16. Tenho tendência para ser solitário.

  17. Sinto tendência a ser mesquinho com meu tempo, meu dinheiro e meu eu.

  18. 1; Se surgem problemas, primeiro estudo por minha conta e depois discuto com os outros.

  19. Procuro resolver meus problemas pensando.

  20. Gosto de ver as coisas em perspectiva, retrocedendo e incluindo tudo. Se deixo algo de fora, me acuso por ser tão simplista e ingênuo.

  21. É muito fácil para mim tirar conclusões.

  22. Quando estou chateado comigo e com os outros, penso em mim e neles como "loucos", "idiotas", "estúpidos".

  23. Meu tom de voz é muito suave e freqüentemente me pedem para falar mais alto. Isso me irrita.

  24. Tendo a ser mais receptor que doador.

  25. Chateia-me extraordinariamente não receber o valor de meu trabalho.

     Visão geral

 

  • Observador, é como um castelo: estrutura alta e impenetrá­vel, com janelinhas no topo. O ocupante raramente sai dos muros, observando em segredo quem chega e evitando ser visto.

  • Quando crianças, se sentiram incomodados: as paredes do castelo foram rompidas e sua privacidade invadida, porque a família era intrometida demais. Ou, então, se sentiram tão abandonados pela família que aceitaram seu destino, apren­dendo 'a se desligar dos sentimentos a fim de sobreviver. Receberam pouco carinho e proximidade, permanecendo sub­desenvolvidas suas capacidades de manifestar sentimentos.

  • A defesa é retirar-se, minimizar o contato, simplificar as necessidades, proteger ao máximo sua privacidade, crian­do uma distância segura. Criam um hábito de autoproteção, às vezes mascarado por sentimentos de superioridade em relação aos que procuram reconhecimento e sucesso.

  • São pessoas independentes. Podem viver felizes na soli­dão, têm necessidades muito modestas, não gastam ener­gias com coisas triviais (é o eremita típico). Alguns têm for­tes dons contemplativos.

  • A primeira experiência de alguns foi uma espécie de vazio, por isso desejam ardentemente a plenificação; alguns já sentiram no ventre materno: "não sou desejado", outros tiveram pais física e psicologicamente importunos ou cres­ceram num espaço apertado. Seu mundo interior era o único espaço livre.

  • Sentem-se vazios por dentro e incapazes de pedir e por isso se apegam ao pouco que têm (lembranças, idéias...).Raramente se interessam pela riqueza ou coisas materiais (dinheiro é apenas para manter a independência).

  • O prazer pela vida é experimentado quando estão a sós, livres para saborear retroativamente o que viveram durante ) dia.

  • Mantêm vivos os relacionamentos, precisando apenas de im contato mínimo e de maneira não verbal.

  • As preocupações são:

  1. Privacidade (não-envolvimento, tem aversão a colocar seu tempo à disposição dos outros, pois tem a sensação de dispor de pouca energia e sente-se facilmente esgotado quando precisa interagir). 

  2. Retirar-se — medo de sentir, desviar a atenção dos senti­mentos, isso é a questão central ("drama é para seres inferiores"). Supervalorização do autocontrole.

  3. Emoções retardadas (sentimentos são retidos enquanto as pessoas estão presentes).

  4. Compartimentalização: a vida é dividida em vários setores, os compromissos são mantidos separados uns dos outros, cada amigo é mantido em seu setor diferente.

  5. Desejo de previsibilidade: saber com antecedência o que vai acontecer; algo inesperado pode pôr em pânico a pes­soa, por sentir-se numa situação não desejada.

  6. O modo de prestar atenção consiste em olhar a vida e a si mesmo a partir do ponto de vista de um observador ex­terno. Isso pode gerar isolamento em relação aos sentimentos e acontecimentos da própria vida, ou capacidade de manter pontos de vista neutros, sem influências emo­cionais, o que ajuda na tomada de decisões) pensa com clareza sob pressão).

  • Pensam antes de agir e possuem, aparentemente, certa objetividade, é o cérebro por trás da cena, o que fica frio quando os outros se preocupam.

  • Têm propensão natural para o planejamento e projetos de longo prazo que exijam pesquisa meticulosa, trabalhando por trás dos bastidores (sem precisar de reconhecimento público).

  • Descobridores de novas idéias, pesquisadores, inventores, objetivos, interrogadores, interessados em conhecer as coi­sas em seus detalhes. Abertos e receptivos a novos fatos e impressões. Podem ser cabeças originais, provocantes, sur­preendentes, não ortodoxas, profundas.

  • Bons ouvintes — escutam com atenção. O redimido une seus

  • conhecimentos a uma busca de sabedoria e compreensão.

  • Podem ajudar outras pessoas a perceber a realidade com mais sobriedade e objetividade.

  • Esforça-se também por conseguir um discernimento do coração.

  • Possui força interna serena, é delicado, amável, cortês, ter­no.

  • Sentem insegurança, sensação de não ter lar, solidão. Isso pode levar a que se fechem em si mesmo, como um animal que finge de morto quando está em perigo.

  • Passam pela vida e recolhem tudo o que podem, na espe­rança de preencher o vazio — desse modo se tornam re­ceptivos e acolhedores. O não redimido é compelido a to mar (roubar).

  • A paixão de coletar se volta muitas vezes para idéias, conhecimento, sossego, espaço... ou então colecionam.

  • Precisam de ambiente privado, independente e protegido.

  • Geralmente são introvertidos — são por natureza monges, eremitas, sábios de gabinete, bibliotecários.

  • Geralmente usam óculos: sua energia se concentra em ver tudo e captar tudo; seus olhos são como aspiradores de pó; vêem tudo, ouvem tudo e retêm tudo.

  • Gostam de tirar fotografias, assumindo o lugar de observa­dores.

  • Tentam não se envolver com sentimentos, mas desenvolver algo com objetividade.

  • É importante para ele manter a calma, pelo menos exter­namente. Procura não manifestar raiva, estar enamorado ou competir com alguém; o "espalhafato" lhe é odioso.

  • Externamente isso parece petulante e frio, como se não precisasse de ninguém e se considerasse superior.

  • Na verdade, tem uma vida sentimental intensa, mas os sen­timentos ficam bloqueados atrás do acontecimento (vê, re­tém, analisa; o sentimento só vem no final do processo).

  • Vincula-se mais aos ausentes que aos presentes (em relação aos ausentes, tem sentimentos mais vivos).

  • A amizade com o Cinco pode ser gratificante, se não esperarmos três coisas: iniciativa, proximidade corporal e constante doação total. Tem medo de estender o dedo, para que não lhe tomem a mão.

  • Quem entender isso encontrará no Cinco um amigo fiel, ouvinte, discreto, excelente conselheiro. As amizades são duradouras, desde que haja independência e liberdade para retirar quando necessário.

  • Geralmente, demoram muito a concluir sua formação para algum serviço; precisam sentir que dominam todo o assunto, para, depois, sentindo-se maduros, assumirem uma tarefa.. Mas isso nunca acontece e sua realidade nunca consegue acompanhar a realidade do mundo.

  • Fez de tudo para fugir das atenções (ou estuda bem o seu comportamento); se a conversa se torna pessoal, ele consegue desviar o assunto; quando percebe que alguém quer sondá-lo, retira-se.

  • Rejeitam "partilha" (sobretudo de sentimentos) — não querem expor-se, mas escutam com atenção o que os outros falam.

  • Muitos têm dificuldade no papel de pais.

  • Procura um cantinho bem isolado, odeia importunos e in­vasores, protege cuidadosamente sua privacidade.

  • Sente necessidade de retirar-se periodicamente para rea­bastecer-se.

  • Muita gente e muita proximidade trazem-lhe cansaço —precisa de tempo para si mesmo, para ordenar seus pensa­mentos.

  • Quando ficam horas a fio olhando a mesma coisa (ou nada), têm a calma que querem, ninguém pedirá nada a eles, nem precisam doar nada.

  • Nem todos são intelectuais, mas, mesmo os que não são, não se metem naquilo que não entendem.

  • O não redimido pode apresentar traços "esquizóides", de­senvolver formas de autismo ou acabar no niilismo (o "pen­sar puro" desligando-se da corporeidade).

Auto-imagem: vejo através 

Idealização: sábio

Estilo de falar: sistematizante

Tentação (dilema):  conhecimento (a tentação é saber, para ele, saber é poder)

  • O não redimido acha que pode garantir sua vida tendo informações detalhadas sobre tudo.

  • Nunca fica satisfeito com o que sabe: precisa sempre de mais um curso.

  • É fascinado com os sistemas teóricos que explicam o uni­verso ou a psique.

  • Toda a vida brilhou por ser intelectual, fica desarmado quan­do descobre que sua força também é seu pecado.

Fuga de: vazio

Pecado de raiz:  cobiça

  • Não é um doador — armazena bens espirituais e materiais (é colecionador...).

  • Embora seja capaz de prescindir, de viver sobriamente... a cobiça é um apego ao que se tem: por medo de perder o pouco que tem e, perdendo isso, perder a independência e precisar dos outros.

 

 Mecanismo de defesa:  retirada (cair fora)

  • O que mais teme é o engajamento emocional (quando tocamos num Cinco, sua reação é um pulo ou susto). Por isso, muitos têm índole para o celibato — podem tornar-se solteirões excêntricos ou solteironas sabicho­nas que se ocultam por trás dos óculos. O conhecimento é a defesa.

  • Teme laços concretos — prefere ficar no mundo abstrato das idéias e teorias.

  • Explica o mundo, mas raramente faz algo para melho­rá-lo.

  • Tende para o conservadorismo. (Alguns cientistas que recusam a levar em conta as implicações éticas de seus conhecimentos.)

  • Querem ver sem serem vistos (guerrilha na selva).

  • Apressadamente, apela para razões religiosas e por fal­sos motivos rejeita as coisas amargas da vida.

  • A meditação oriental pode ser um perigo: servir à imagi­nação contra o "mundo" e contra a "carne".

... Segmentação

  • Dividem sua vida em seções, que funcionam indepen­dentes. Podem ter amigos em cada "departamento", iso­lados, se se mantiverem nos seus limites.

  • Só encontram segurança quando as coisas ficam bem defi­nidas e delimitadas; consideram ameaça tudo o que for surpresa, inesperado.

Armadilha: avareza (sobretudo em relação ao seu eu)

  • O que possui lhe dá segurança, tem medo de perder-se ao doar-se. Isso pode chegar ao caso patológico do avarento.

  • É modesto em suas exigências e tem inclinação para a ascese. (Controla tudo para não desperdiçar nada, e orgu­lha-se de ser tão comedido.)

  • Às vezes, o início da vida foi duro, pois não tinha o que precisava e aprendeu a contentar-se com pouco.

  • Avareza e sobriedade são conciliáveis no Tipo 5.

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