Os tipos do Eneagrama

 - Olhando detalhadamente cada tipo

Tipo 4

Quadro de Afirmações Típicas

  1. Da minha infância, lembro de uma experiência dolorosa de perda ou abandono.

  2. Vejo-me como uma pessoa especial, diferente dos outros.

  3. Sinto ansiedade quando quero conseguir uma coisa e perco o interesse quando a consigo.

  4. Facilmente sinto inveja e ciúme.

  5. Não gosto de coisas comuns, triviais, normais.

  6. Parece-me que os outros não compreendem meus senti­mentos.

  7. A maioria das pessoas não aprecia a autêntica beleza da vida.

  8. Esforço-me por parecer simples e natural.

  9. Acho que a maioria das pessoas não tem sentimentos tão profundos como os meus.

  10. O simbolismo é algo que me atrai.

  11. Sinto uma nostalgia quase compulsiva do meu passado.

  12. Preocupo-me com o sofrimento, a perda e a morte.

  13. Gosto de fazer as coisas bem-feitas e com classe.

  14. Gosto muito de teatro e crio fantasias como se estivesse em cena.

  15. As formas e o bom gosto são importantes para mim.

  16. Não gosto de passar por ser uma pessoa vulgar ou co­mum.

  17. O meu meio ambiente é muito importante para mim.

  18. Sinto que o fim dos relacionamentos me afetam mais do que às outras pessoas.

  19. Às vezes me assusta o fato de minha resposta sentimen­tal normal não ser suficiente.

  20. Tenho a sensação de que me aproprio facilmente da maioria dos sentimentos de um grupo, de tal maneira que freqüentemente perco o sentido de onde acabam meus próprios sentimentos e onde começam os dos ou­tros.

  21. As artes e a expressão artística são muito importantes para mim como meio para canalizar minhas emoções.

  22. Identifico-me com a figura do "palhaço trágico", sorrin­do através das lágrimas.

  23. Acusam-me de ser distante.

  24. Percebo na minha vida muitos altos e baixos. Ou estou muito animado ou estou "na fossa". Quando me encon­tro no meio-termo, não me sinto vivo.

  25. As pessoas me acusam de ser excessivamente dramáti­co, mas na realidade não entendem meus sentimentos.

     Visão geral

 

  • Na infância, teve geralmente a experiência de que o mundo era insuportável e sem sentido — ligada à dolorosa expe­riência de perda (abandono: real ou emocional). Esse senti­mento de perda gera uma baixa "auto-estima".

  • Há a sensação de que havia uma fonte de amor que se perdeu. Às vezes, há um sentimento de raiva contra o pai ou a mãe que os abandonou. Isso pode traduzir-se num sarcasmo mordaz, uma necessidade de reduzir os outros verbalmente; geralmente a raiva se volta contra a própria pessoa.

  • Faltaram modelos que desempenhassem papéis positivos - por isso, na busca da identidade, volta-se para o interior.

  • Por falta de fonte de amor, criou-as na fantasia (busca do grande amor perdido).

  • A raiva pela perda sofrida às vezes é tão grande que não pode ser expressa, e ela é dirigida contra a própria pessoa (vergonha oculta).

  • Vive com a sensação de que falta algo à vida, e os outros têm o que lhe falta (fazem comparações invejosas).

  • Mesmo alcançando sucesso, permanece voltado para o "amor perdido", inalcançável, um amor futuro e uma ima­gem de felicidade que só o amor pode trazer. Isso gera também o hábito de rejeitar tudo o que seja fácil de obter. Concentram a atenção em detalhes refinados que faltam, e tudo o que está disponível parece sem valor e sem interes­se. Pequenas falhas se tornam motivo de irritação.

  • Têm atração pelo distante e inalcançável (idealização do amado ausente).

  • Humor cambiante, boas maneiras, luxo e bom gosto, como sustentáculos exteriores de auto-estima.

  • Têm como meta a profundidade de sentimentos. Impacien­tes com a "vulgaridade dos sentimentos comuns".

  • Utiliza seus dons para despertar o sentido do belo e da harmonia.

  • É altamente sensível; possui, quase sempre, dotes artísti­cos, exprimindo seus sentimentos na dança, música, pintu­ra, teatro, literatura.

  • Tudo o que possui energia vital e é essencial o atrai: nasci­mento, sexo, morte.

  • Capta com precisão as emoções e sentimentos dos outros e a atmosfera de lugares e acontecimentos; sensibilidade à emocionalidade dos outros — capacidade de apoiar pes­soas em crise.

  • É pessoa ecumênica (não aceita a divisão entre sagrado x profano).

  • Sente-se melhor no campo do inconsciente: símbolos, so­nhos.

  • Ajudam os outros a descobrir o gosto pelo belo e pelo sim­bólico.

  • Retiram sua energia vital dos outros: "o que você pensa de mim? Eu me destaco?"

  • Procura ser esteticamente atraente, ser "especial", parecer criativo e às vezes esotérico, excêntrico, extravagante, exó­tico; é o "romântico trágico". Há um estado de melancolia (doce pesar).

  • Acreditam que as regras não se aplicam a eles. As grandes autoridades são respeitadas; mas, se as autoridades são punitivas, a tendência é quebrar todas as regras. Podem criar uma certa "amoralidade". Gostam de atuar no limite do escândalo. Têm fascínio por comportamentos escanda­losos, e o proibido tem grande força atrativa.

  • Arruma-se cuidadosamente, embora procure dar a impres­são de ser espontâneo. Usa roupas extravagantes.

  • Marcado pelo anseio: deseja que o mundo e a vida compo­nham um todo harmônico ("o mundo será salvo pelo belo" Dostoiewski).

  • Vivem voltados para si mesmos, criando novas situações de "maldade", e acabam sendo rejeitados e abandonados.

  • As normas da sociedade não valem para este tipo; sente-se um estranho e carta fora do baralho, acha-se no direito de estabelecer suas próprias normas; alguns têm uma cons­ciência elitista.

  • Demonstra um ar melancólico (prefere cores preta e viole­ta). Alguns vestem roupas coloridas e "doidas". Muitos são vegetarianos, protetores dos animais, feministas e adeptos de doutrinas excêntricas sobre saúde.

  • Não se interessa por possuir coisas — desejar é mais im­portante que possuir (quando consegue o objeto de seu desejo, logo se sente frustrado, por isso é amante complicado).

  • Reverencia grandes autoridades: poetas, músicos, gurus, lideres espirituais, "pessoas que têm algo de especial e pro­fundo"; só essa autoridade interna é que vale (autoridades formais não significam nada para ele).

  • Seu faro para o genuíno é infalível.

  • Na igreja, tem uma sensibilidade afinada pela liturgia, ritos, decoração.

  • Tem gosto apurado — sua aparência não se pauta pelo gosto popular (não compra roupas em liquidação nem usa coisas fabricadas em série). Odeia tudo o que é normal, mediano, sem estilo.

  • Tendência a idealizar as "massas incultas", e sua sensibili­dade com os pobres parte de uma perspectiva estética. (Na prática não suportaria viver a sujeira real e a miséria verda­deira).

  • Há três tipos básicos: os basicamente deprimidos, os basi­camente hiperativos e os oscilantes no humor.

  • A depressão é um humor freqüente: longos períodos de depressão ou hiperatividade contínua; outros canalizam isso para a expressão artística.

  • A vida como arte e a vida como dor estão freqüentemente entrelaçadas.

  • Pedem conselho e logo o rejeitam; a ajuda é recusada e a própria pessoa é incapaz para agir em benefício próprio, perde a esperança de que alguém possa compreender sua situação interior.

  • Nos relacionamentos há um padrão de vaivém: afastar o que está disponível e atrair o que está difícil.

  • Apelam para todas as emoções quando sentem abandono: há cenas teatrais e violentas acusações, gestos suicidas e desespero, quando a "perda original" for recriada.

  • Sentem seus altos e baixos como um plano elevado de exis­tência que transcende a felicidade comum. Há uma sensa­ção de ser um estranho à realidade comum, de ser único, distinto, especial.

Auto-imagem: sou diferente

Idealização: sensível

Estilo de falar: lírico

Tentação (dilema): autenticidade compulsiva (tendência a procurá-la)

  • As crianças e a natureza despertam nele a originalidade e simplicidade que sente ter perdido.

  • Quanto mais o não redimido se esforçar por ser autêntico, tanto mais artificial parecerá aos outros.

  • Busca de autenticidade: sensação de que o presente não é real; o verdadeiro eu vai emergir no futuro, quando for ver­dadeiramente amado.

Fuga de: banalidade

Pecado de raiz:  Inveja

  • Consegue perceber de imediato quem tem mais estilo, mais classe, mais talento, idéias mais brilhantes.

  • Vê quem é mais simples, natural e "normal" que ele.

  • Não há nada que não possa invejar; a inveja pode externar-se como ciúme nos relacionamentos.

  • Luta nele uma criança com seus sentimentos de inferiori­( lade.

  • Foge do trivial, do comum, do convencional e do normal;
    exigir que seja como os outros pode causar nele pânico.

  • Se não abandona essa auto-imagem espalhafatosa, conti­nuará egocêntrico; pode até ser sarcástico em relação a seus caprichos, mas dificilmente mudará.

 

 Mecanismo de defesa:  introjeção

  • Os sentimentos não são expressos diretamente, mas por simbolos rituais; isso ajuda a minorar a dor e o medo de rejeição ("se alguém me visse como realmente sou, não portaria o espetáculo").

  • Alguns se sentem mais à vontade com a sua arte do que com as pessoas.

  • O entusiasmo pelos outros pode ir e vir; os outros podem tornar-se descarga emocional de certos anseios, recorda­ções, sonhos.

  • Encena sua vida como uma obra de arte (tudo bem sintoni­zado) — embora pareça casualidade, foi tudo bem planeja­do.

Armadilha: melancolia (doce tristeza)

  • Para ser feliz, precisa ficar deprimido e sofrer de vez em quando.

  • "Romântico trágico" ("a melancolia é a felicidade de estar triste" — Vítor Hugo).

  • Quanto maior a dor e a melancolia, mais criativa a pessoa pode tornar-se.

  • Tem muitas vezes afinidade com a morte (última lamentação e saudade definitiva, ou porque só a morte pode perpetuar a beleza).

  • Pode dirigir as agressões contra si mesmo, é normal que tenha nojo de si mesmo e do próprio corpo (mesmo que seja bonito, se acha feio); a mania de emagrecimento é normal nas mulheres do Tipo 4.

  • Precisa de amigos que o suportem sem se deixarem envol­ver por suas ocilações de humor. Conviver com um Quatro é cansativo e exige muita tolerância (o parceiro fica expos­to a uma crítica constante e fica jogado entre a sedução e a recusa).

  • Oscila entre fases de atividade exagerada e de "paralisia".

  • Pode criar uma personalidade maníaco-depressiva.

  • No estado de depressão recusa ajuda, por achar que nin­guém o compreende.

  • Levam muito a sério seus sentimentos e ficam muito magoa­dos quando eles são feridos.

  • A crítica faz com que se retraiam — por outro lado, têm propensão a criticar a si mesmos.

Escolha um link abaixo para ver detalhes de outro tipo: 

Escola de Luxor © 2021 - Todos os direitos reservados 

(53) 99127-0765 

(53) 99187-4636

Insvreva-se!

  • YouTube
  • Instagram
  • Facebook