Os tipos do Eneagrama

 - Olhando detalhadamente cada tipo

Tipo 2

Quadro de Afirmações Típicas

  1. Fico ressentido quando as pessoas não retribuem o bem que lhes faço.

  2. Tenho facilidade de me adptar a qualquer meio.

  3. Lembro da minha infância como algo triste e enfadonho.

  4. Lembro que na minha infância tive que "comprar" o amor dos adultos através de bom comportamento.

  5. Muitas pessoas se sentem próximas de mim.

  6. Gosto de ajudar as pessoas que vejo em dificuldade ou em situação embaraçosa.

  7. Há muitas pessoas que dependem de minha ajuda e ge­nerosidade.

  8. Coloco mais interesse em servir os outros do que em qualquer outra coisa.

  9. Necessito ser importante na vida de outras pessoas.

  10. Gosto que os outros precisem de mim.

  11. Muitas vezes me sinto sobrecarregado pela dependência dos outros em relação a mim.

  12. Cumpro regularmente meus compromissos com os ou­tros.

  13. Sinto-me quase obrigado a ajudar outras pessoas, mes­mo sem elas me pedirem.

  14. Freqüentemente as pessoas se aproximam de mim, pe­dindo que as conforte e aconselhe.

  15. O mais importante da vida é amar e ser amado.

  16. Acho que não tenho muitas necessidades.

  17. Às vezes sinto que os outros não me valorizam de verda­de pelo que faço por eles.

  18. 18. Gosto de sentir-me próximo das pessoas.

  19. Às vezes me sinto vítima dos outros, como se me utilizas­sem.

  20. Comunico-me com meus amigos com mais freqüência do que eles se comunicam comigo.

  21. Preocupam-me muito os problemas emocionais.

  22. Acho que mereço estar em primeiro plano na vida de algumas pessoas, por tudo o que tenho feito por elas.

  23. Vejo-me como uma pessoa educadora.

  24. Quando tenho tempo livre, dedico-me freqüentemente a ajudar os outros.

  25. Gosto de cuidar dos outros.

     Visão geral

 

  • Alguns tiveram infância que lhes pareceu triste e enfadonha: faltou-lhes verdadeira segurança e o sentimento de estarem em casa; alguns só conheceram um amor condicional.

  • O amor de pessoas influentes teve de ser comprado através de bom comportamento; tendo recebido, por isso, amor e segurança, não têm raiva ou tristeza pelo fato de terem sido animadas a um comportamento exageradamente bom.

  • Alguns reconhecem que bem cedo tiveram que ser apoio para necessidades emocionais de outros.

  • Tinham a sensação de que precisavam ser úteis para serem notados e amados. Assumiram o lema: "serei amado se for meigo, compreensivo e prestativo, e se deixar minhas ne­cessidades em segundo plano".

  • bom, para o Tipo 2 (ao contrário do Tipo 1), não é na categoria moral.

  • Tem necessidade de ser querido e prestativo (está convenci­do de ser assim, embora nem sempre corresponda à reali­dade objetiva e à opinião dos outros).

  • A imagem clássica do Tipo 2 é a mãe judia, que protege os til! los como a galinha cuida dos pintinhos e faz com que 4,1, .s precisem dela.

  • Colocam seus dons a serviço dos outros (das necessidades dos outros). Adaptam seus sentimentos aos sentimentos dos outros. Preocupam-se com a saúde, a alimentação e o bem-estar dos outros.

  • Isso não é feito de forma direta: oferecem "um guarda-chuva" para proteger o companheiro, e ser levado por ele pelo braço; o que dão aos outros é o que esperam em tro­ca.

  • Irradiam certo grau de aceitação e valorização, o que pode levar os outros a acreditar em seu próprio valor:

  • Partilham com generosidade (dão a "última camisa"). Soli­dários com os que suportam sofrimentos, dor, conflitos, passam-lhes a sensação de que alguém se preocupa com eles e os aceita.

  • São pessoas vaidosas.

  • Precisam exageradamente de confirmação e elogios.

  • Se falhar o agradecimento... "como podem fazer isso co­migo, depois de tudo o que fiz?" A "queixa" é um hábito, para que os outros reconheçam o que lhe devem.

  • De início, mima e paparica os outros, sem ser solicitado: as fases iniciais de um relacionamento são dominadas pelo Dois vivenciando aspectos de si que alimentam as neces­sidades do parceiro. As fases posteriores são dominadas pelo sentimento de ser controlado pela vontade do parcei­ro, com um desejo opressivo de liberdade. Aí podem surgir acessos histéricos de raiva (conflito de ser agradável ao par­ceiro e ser livre para fazer o que quer).

  • São capazes de sentir raiva, sem guardar rancor.

  • Quando isso se torna chato para os outros e eles se afas­tam, sentem-se enganados e explorados.

  • Mantém o termômetro no ar para medir a temperatura social e a direção do vento, pois constrói sua identidade sobre o modo como os outros se comportam em relação a ele; o termômetro sobe ou desce, conforme a simpatia que recebe. São pessoas dirigidas de fora.

  • Na idade adulta, as pessoas podem sentir-se mal com o Tipo 2. É como se tivessem um aguilhão constante: "prestem aten­ção em mim", "acariciem-me", "tenham necessidade de mim".

  • São pessoas manipuláveis. Basta dizer: "Preciso de você", mesmo que depois se recrimine por ter cedido.

  • São emotivos e sensíveis (gostam de acarinhar, fazer e rece­ber agrados). Gostam de falar sobre relacionamento e o amor. Gostam de amar e ser amados à vontade, e viver para o ente amado.

  • São benfeitores-prestativos-doadores (mas precisam resistir à tentação de "mártires") — é a síndrome do "ajudante". ("Não preciso de ninguém, mas todos precisam de mim".)

  • Preso em si mesmo, luta com problemas de identidade (muda constantemente para satisfazer os desejos dos outros) —"eu eu múltiplo". (Cada um de meus amigos requer uma parte diferente de mim; quem sou eu, afinal?") Por isso, prefere ficar com uma só pessoa.

  • Geralmente tem grande número de conhecidos e facilmen­te chama a todos de "amigos". Preserva seus relaciona­mentos e quer ser importante para todos os amigos. To­dos os Dois são sedutores: manobram o outro para que goste deles, cultivam uma imagem provocadora.

  • Orgulha-se das pessoas que desabafam com ele e consegue ser simpático corporalmente com os outros. Por isso, está sempre pronto a dar bons conselhos e a dar soluções que prometem êxito.

  • A preocupação com as necessidades dos outros pode ge­rar: uma grande capacidade de empatia (acreditam com­preender os sentimentos mais íntimos dos outros) ou uma grande capacidade de manipulação.

  • Percebem facilmente os potenciais das pessoas.

  • Estão dispostos a trabalhar em troca de pequenas recom­pensas.

  • São capazes de ir na direção do outro. São adptáveis a qualquer meio, são socializáveis e socializadores.

  •  

  • Têm propensão a formar um círculo fechado de relaciona­mentos com "aqueles que compreendem".

  • Defensores dos desvalidos e voluntários para causas sociais.

  • Não se sente bem em empregos que não geram aprovação.

  • Sobressai o relacionamento: mantém os relacionamentos vivos, lutando por eles, seduzindo, absorvendo as necessi­dades dos outros ou arrumando muita confusão.

Auto-imagem: eu ajudo

Idealização: carinhoso

Estilo de falar: bajulador

Tentação (dilema): ajuda

  • Ajudar sempre os outros e fugir de si.

  • Sua vida sentimental pode ficar caótica. O Tipo 2 imaturo acha difícil encontrar seu meio-termo.

  • Quando sozinho, entra em parafuso.

  • Oração em lugar ermo causa medo, pois não há ninguém para o apoiar e teme não encontrar dentro de si outra coisa senão um buraco negro e uma tranqüilidade angustiante.

  • Tem tendência para seduzir os outros (desamparo e carên­cia infantil atraem o Tipo 2 — dedica a isso todo o amor que deseja para si).

  • No fundo, ama a si mesmo: seu altruísmo aparente é a forma "legítima" de viver seu egoísmo.

  • Pessoas que são mais fracas e carentes do que ele, dão-lhe a sensação de força.

  • Anseiam, pelo menos à primeira vista, por união. (Mas pen­sam isso mais para os outros; tentam fazer "casamentos".)

  • O redimido aprendeu a amar sem condições e sem interes­ses.

  • Pode ser muito possessivo — às vezes procura companhei­ros fracos e dependentes ( e pode alimentar a dependência dos outros em relação a ele).

  • O Tipo 2 ofendido pode deixar de ser amável e mostrar as unhas, e aí é capaz de magoar profundamente.

  • O conceito de amor (para o não redimido) é terno-meigo­quente. Quando alguém não concorda com isso, pode ter acessos de fúria e pisar.

  • Têm dificuldade de se confiarem a outros (esperam que os outros confiem neles cegamente), por causa da vergonha de mostrar suas próprias necessidades e o medo de serem rejeitados... "ninguém consegue dar-me o apoio necessá­rio" (resistência contra a confissão, orientação espiritual, terapia).

  • Só se abre quando está muito seguro de que o outro o aceitará. (Por isso, precisa pelo menos de uma pessoa de confiança para dizer tudo.)

  • Quando se abre, espera apoio e compreensão para seu modo de agir — a crítica poderia tirar-lhe o chão dos pés. (Para acompanhar um Tipo 2, é preciso passar-lhe a sen­sação de ser aceito.)

  • Predominam as mulheres.

  • Sentem-se bem no ambiente religioso.

Fuga de: carência

Pecado de raiz:  Orgulho

​(Não é igual vaidade e narcisismo) é um "eu inchado".

  • O perigo é manipular os outros e torná-los dependentes.

  • O orgulho dificulta o acesso a si mesmo e a Deus.

  • Dificuldade de reconhecer o pecado (tem que instalar um "observador interno") por causa de sua percepção subje­tiva.

  • Dificuldade de criar relacionamento cordial com Deus (está convencido de que Deus precisa dele) — espera de todos, mesmo de Deus, gratidão.

  • O lado escuro do não redimido é o falso amor. (Que ele acha autêntico.

  • O redimido é capaz de verdadeiro amor.

  • São atraídos pelo poder e querem ser amados por pessoas poderosas. Por isso se colocam taticamente como "ajudan­tes do líder" (geralmente preferem ficar em segundo plano, como "eminências pardas"). São devotos do líder exigente, "o braço direito do chefe", "a secretária que faz a empresa funcionar"...

 

 Mecanismo de defesa:  repressão

  • (sobretudo sentimentos negativos no campo da agressividade e sexualidade)

  • – O reprimido pode, sem dizer uma palavra, envenenar todo um ambiente.

  • Reprimir suas próprias necessidades e projetá-las nos outros.

  • – "Fazei aos outros o que quereis que vos façam" é veneno para este tipo.

  • Necessidades de ordem emocional — carinho, sexo, afeto, comer, fazer compras.

  • Gratificam-se: "fiz por merecer", muitos têm excesso de peso, a banha é o amor não correspondido.

Geralmente:

  • têm dificuldade para tomar decisões importantes (medo de errar);

  • não avançam, se não tiverem o passado resolvido; podem tornar-se a dor de consciência de uma família;

  • pregam conversão e renovação, é o Tipo Reformador.

Armadilha: adulação (amabilidade)

  • Desenvolve um lado muito independente (que pode sur­preender) para criar nos outros a dependência e conseguir autovalorização.

  • Um dia não aguenta, retrai-se e agarra-se com unhas e dentes à sua "liberdade" (pode acontecer de forma repenti­na, grotesca).

  • Enfrenta muitos problemas por não saber dizer não, prome­tendo mais do que pode cumprir (depois se sente culpado).

  • Vive sob a compulsão de ser "utilizado".

  • Podem ser bons dirigentes, se refrearem a parcialidade e
    subjetividade e não tratarem apenas com seus favoritos.

  • Têm a tendência de se cercarem de um grupo de "discípu­los" que "entendem"; os críticos não têm grande chance de penetrar nesse círculo.

  • Se os discípulos quiserem libertar-se do círculo, podem ocor­rer processos complicados de separação.

  • Geralmente, a posição de comando é penosa para este tipo (porque exige muita responsabilidade) — prefere ser o número dois, a eminência parda nos bastidores, com muito poder e pouca responsabilidade.

  • Teme posições em que esteja exposto sozinho, em que se sinta isolado e alvo de ataques.

  • Basta um único crítico no grupo para o Tipo 2 dizer: "To­dos estão contra mim".

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