Os tipos do Eneagrama

 - Olhando detalhadamente cada tipo

Tipo 8

Quadro de Afirmações Típicas

  1. Desde criança tive a impressão de que o mundo castiga as tendências macias e por isso é importante ser duro.

  2. Lembro que na infância me incentivavam a ser forte, a não dar parte de fraco.

  3. Sinto prazer em quebrar regras.

  4. Costumo estabelecer contatos com as pessoas provo­cando-as.

  5. Não tenho medo de me confrontar com os outros e faço isso facilmente.

  6. Percebo facilmente onde reside o poder num grupo.

  7. Sinto-me muito bem, mantendo o que quero e lutando por isso.

  8. Percebo facilmente os pontos fracos dos outros e os ata­co se me provocarem.

  9. Sei como fazer as coisas.

  10. Sinto-me à vontade no exercício do poder.

  11. Vejo-me como uma pessoa direta e positiva.

  12. Acredito que sou uma pessoa do "mundo".

  13. Gosto de movimentar-me, de espaço livre, de aventura.

  14. Tenho dificuldade para aceitar e expressar meu lado ter­no, agradável, suave, "feminino".

  15. É fácil expressar minha insatisfação.

  16. Chateio-me facilmente.

  17. Acredito que sou um bom trabalhador.

  18. Para mim, a justiça e a injustiça são questões-chave.

  19. Protejo os que estão sob minha autoridade ou jurisdi­ção.

  20. Acredito que os outros criam seus próprios problemas.

  21. Em geral não me ocupo muito com a introspeção nem com a auto-análise.

  22. Acredito que não sou conformista.

  23. Não gosto de estar isolado, fechado.

  24. Não gosto que digam que me adapte.

  25. Custa-me deixar que as coisas sigam seu curso.

     Visão geral

 

  • Em criança, muitos sentiram que eram oprimidos ou em­purrados de cá para lá — não tinham em quem confiar, a não ser em si mesmos. Infância combativa, em que os for­tes eram respeitados e os fracos não.

  • Bem cedo tiveram a impressão de que o mundo castiga­va as tendências macias e, por isso, se firmaram na du­reza. Crianças que cresceram em ambientes onde não é permitido demonstrar fraqueza ou chorar ou onde a for­ça era incentivada. ("Não aguente nada! Reaja sempre! Mostre aos outros quem é bom"...) Foram ou serão pes­soas do Tipo 8. Aprenderam a se proteger adquirindo uma sensibilidade requintada quanto às intenções negati­vas dos outros.

  • O Tipo 8 chegou à conclusão de que os fortes dominam o mundo e os fracos levam a pior. Por isso, resolveu não se adaptar, mas desenvolver a força, fazer resistência, quebrar regras e, de preferência, comandar os outros, ao invés de se deixar comandar. Descrevem-se como pessoas que ten­taram ser boas quando novas (mas os outros se aproveita­ram de sua inocência).

  • Alguns também criaram essa atitude como reação a pais muito "moles", liberais e condescendentes.

  • A experiência básica é que a vida é ameaçadora e hostil e que não se pode confiar simplesmente nos outros, enquan­to não ficar provado o contrário.

  • A questão central é o controle: "Quem é que tem o poder? Será justa essa pessoa?" Sentem-se seguros quando con­trolam uma situação. Quando estão em posição de lideran­ça, a tendência é assumir o controle e assegurar os limites de seu próprio "império pessoal".

  • O teste de poder é pressionar os pontos fracos das pes­soas, para ver como reagem. Acreditam que a verdade se revela na disputa: quando discutem ou brigam, estão che­cando as motivações do outro. Brigar é uma forma de esta­belecer contatos e chegar à intimidade (embora isso geral­mente produza o efeito contrário).

  • Atuam de forma vigorosa e são capazes de transmitir aos outros um sentimento de força.

  • Têm senso de justiça e veracidade. Percebem instintiva­mente quando "fede" em algum lugar ou se pratica injusti­ça ou falsidade — reagem contra isso de maneira aberta e direta.

  • Podem ser um rochedo de garantia para os outros e desen­volver grande sentimento de responsabilidade e solidarie­dade. Quando se engajam em algo, são capazes de manifes­tar energias extraordinárias. Sua palavra inspira confiança.

  • Assim como as pessoas do Tipo 1 querem ser "bons meni­nos e boas meninas". As pessoas do Tipo 8 querem ser "maus garotos e más garotas".

  • Observando de fora, muitas vezes se confunde este tipo com o Tipo 1, pois ambos são governados por agressões. Uma das diferenças é que o Tipo 8 não se desculpa e não volta atrás (é difícil reconhecer um erro, pois isso poderia parecer fraqueza).

  • Podem ser muito rigorosos consigo mesmos e, inclusive, pe­nitenciarem-se duramente, sem que os outros o percebam.

  • O Tipo 8 também é confundido muitas vezes com o Tipo 6: contrafóbico. Vistos de fora, os dois tipos são realmente difíceis de distinguir. As agressões do Tipo 6 provêm da Cabeça e são expressões de seu medo que desejam preve­nir. As agressões do Tipo 8 vêm do Ventre e se dirigem contra tudo o que este tipo acha fingimento e injustiça. Procura conflitos e, inclusive, os provoca. Joga pesado e é um notável advogado do diabo: gosta de ser do contra.

  • Querem previsibilidade e controle de suas vidas (mas ficam com tédio, sem uma posição para defender).

  • Uma vez definidas as regras do jogo, a tendência é quebrá-las. Criam problemas, compram brigas, intrometem-se na vida dos outros, criam caso por pequenas coisas.

  • Mesmo que não demonstre de imediato, sua reação a no­vas pessoas, idéias e situações é de recusa e negação.

  • Por sorte gosta de tomar o partido dos mais fracos. Não suporta falsas autoridades e hierarquias.

  • Sua paixão pela justiça e pela verdade faz com que se colo­que muitas vezes ao lado dos fracos e desvalidos — isso se deve ao fato de saber que por trás de sua fachada de dure­za, invulnerabilidade, grosseria e brutalidade existe uma cri­ança; o exterior duro encobre um coração de criança.

  • Sentimentos de ternura e vulnerabilidade profundamente arraigados (a maioria só permite que no máximo duas ou três pessoas vejam esse lado). O amor se expressa mais pela proteção do que por sentimentos ternos.

  • É inseguro quanto à criança que existe nele, mas às vezes descobre-a nos outros e quer protegê-la.

  • A Teologia da Libertação é em grande escala uma teologia com energia de Tipo 8.

  • Se o Tipo 8 estiver no poder, seus subalternos sentem-se muitas vezes oprimidos e jogados, enquanto ele mesmo nem percebe que sua atitude intimida os outros. Manifesta seu desgosto de pronto e imediatamente passa para as tarefas do dia — as vitimas, porém, não se recuperam tão rapida­mente.

  • Usa a "luta" para fazer contatos, e não entende muitas vezes que esse modo de fazer contatos deixa os outros com medo. (Pelo fato de gostar de luta, conflito, polêmica e achar isso algo lúdico, acha que aos outros agrade o mesmo.)

  • Quando ataca os outros, muitas vezes é para sacudir a fa­chada artificial do adversário.

  • Detesta informações imprecisas e quer saber exatamente o que está acontecendo. Quer saber quem é amigo ou inimi­go, contra quem deve lutar e quem lhe deixa o flanco aber­to. Tem grande respeito pelo inimigo de igual envergadura.

  • São muitas vezes excelentes jogadores, pois notam logo as fraquezas do outro e, sem remorso, aproveitam a vantagem.

  • A capacidade de desmascarar comportamentos inautênticos e demonstrações falsas de força faz de alguns extraordiná­rios terapeutas e pastores. (Abalam a auto-imagem falsa dos outros, colaborando assim para que o "autêntico" pos­sa vir à luz.)

  • Como nenhum outro tipo, tem o dom de fazer com que os outros possam atingir seus verdadeiros potenciais.

  • Entusiasmam os outros com sua força carismática e moti­vam para o engajamento (Luther King, Fidel Castro, Che Guevara). Despertam nos outros a disposição de confiarem na sua liderança e de segui-los para onde for; as pessoas sentem que eles levarão a bom termo tudo o que se pro­põem a fazer.

  • Tende a sair do sistema e lançar pedras a partir de fora (ao contrário do Tipo 1, que é reformador a partir de dentro). Também isso atemoriza os outros (sobretudo as pessoas que dificilmente dão vazão à própria agressividade, as quais ficam com medo do Tipo 8).

  • Sua agressividade mobiliza as agressões do lado contrário. Por isso é fácil temer e odiar o Tipo 8. Não se envergonha de pisar como "elefante em loja de porcelanas"; quando diz "merda" é porque realmente quer dizer isso, e se diverte. Sente prazer quando o público se contorce nas cadeiras. Não é diplomata.

  • Evita desamparo, fraqueza e submissão. Por isso, tende a considerar correta a sua opinião e se fecha a outras.

  • Tem um pendor para a arrogância e o autoritarismo; às vezes trata os colaboradores como "tira-botas" e apresenta seus oponentes como maus ou fracos de espírito.

  • Por conhecer suas próprias forças e ver de imediato as N, quezas dos outros, vai-se impondo aos demais e construindo falsas hierarquias — qualifica os outros no esquema "amigo x inimigo".

  • Ai daquele que se mostrar altivo contra o Tipo 8: ele esmaga quem se mostra com autonomia ou opinião divergente, mas, quando alguém está em dificuldade, mostra-se real: mente compreensivo e protetor. Não se consegue vencei, uma briga como o Tipo 8.

  • Sua verdadeira energia não é ira ou rancor — trata-se de uma paixão e de um total engajamento pela verdade, pela vida e pela justiça; é uma paixão pela coisa em que acredita ou pela pessoa por quem é responsável.

  • O maior erro que se pode cometer em relação a um Tipo g é deixar-se intimidar ou recuar quando ele faz pressão hora de entrar em luta aberta ou tentar dialogar com criança que existe nele).

  • Protege o fraco, mas detesta covardia e moleza (quando acha que seu adversário é bobo ou incapaz, aplica-lhe o golpe de misericórdia, mesmo sabendo que já está na lona)

  • Muitos se engajam em esportes vigorosos e gostam de experimentar carros de alta velocidade.

  • Raras vezes demonstram medo. Geralmente são atrevidos amantes do risco e gostam de desafios perigosos. Vivem beira da catástrofe, e isso os anima; estão em seu elemento

  • Estilo de atenção radical do tipo tudo ou nada, que tende ver as coisas nos extremos (não há meio-termo). Isso pode levar a não reconhecer as próprias fraquezas e a negar os pontos de vista diferentes, ou ao exercício apropriado da força a serviço dos outros.

  • Quando a atenção se fixa numa postura de discussão ou disputa, o campo de percepção se restringe a ver os pontos fracos na defesa do oponente. (Fica difícil compreender o ponto de vista do oponente.)

  • O estado preferido é o do excesso e do movimento cheio de energia. São desinibidos e têm muita energia física disponível, que podem gastar generosamente com os amigos.

  • Assim que um desejo se impõe, partem logo para a ação, antes que venha a frustração. Aí assumem postura de com­bate: atenção fixa na meta, e nada os distrai disso. Opi­niões contrárias nem sequer são consideradas. São rudes e cegos para nuances pessoais, quando estão concentrados em fazer algo.

  • Se forem apertados (sentindo-se embaraçados) ou se per­ceberem que os outros estão sendo condescendentes com eles, ficam enfurecidos e inflexíveis.

  • Quando amadurece, a necessidade de criar conflito como forma de descobrir a verdade dá lugar a uma capacidade rara de reconhecer a verdade única de cada indivíduo.

  • Pensamentos de vingança amortecem a ansiedade experi­mentada pela criança ao se sentir impotente. Planejar o modo de revidar serve para bloquear sentimentos de humi­lhação e de ameaça, ao sentir-se derrotado por um adver­sário. Geralmente confunde sua ideia de tirar forra com a ideia de justiça. Desejos insatisfeitos vão e voltam na men­te, tornando-o ansioso e irritável, até resolver a situação: "Tenho que resolver isso pessoalmente, senão fico escre­vendo cartas na cabeça semanas a fio".

  • Às vezes se deixam manipular para lutar por causas dos outros.

  • Desapegados de uma imagem pública polida; têm atração por experiências marginais. São relativamente descom­plicados e funcionam com prazeres simples.

  • Detestam se sentir excluídos de qualquer grupo especial (ou de informações claras).

  • É um tipo fascinante: a gente se vê constrangido a reagir perante ele, quer queira quer não. Não se esquece facil­mente um Tipo 8.

 

É um amante apaixonado da vida. Nele oscilam as duas coisas: força vital e disposição apaixonada.

Auto-imagem: sou forte

Idealização: forte e justo

Estilo de falar: provocante

Tentação (dilema):  luta pela justiça

(é, ao mesmo tempo, seu ponto forte e sua tentação)

  • Pode levar a que se intitule o vingador ou o retribuidor, pois seu conceito de justiça é "compensação".

  • Procura sempre um culpado a quem possa castigar (quan­do está voltado sobre si mesmo, existe o perigo de dirigir as agressões contra si mesmo).

Fuga de:    fraqueza 

Pecado de raiz:  luxúria (descaramento, imoralidade - é pessoa se "sangue quente"...)​​

  • (Luxúria = excesso sobre outra pessoa por prazer ou paixão — o outro é usado, feito objeto, oprimido. O Oito não redimido não tem respeito pela vulnerabilidade ou dignidade de outra pessoa.)

  • O não redimido pode fazer em relação aos outros sérias exigências morais, sem que ele mesmo as observe. Às ve­zes oscila entre um rígido moralismo e um "deixa Ter" total.

  • A exemplo do Sete, tende para uma satisfação excessiva dos instintos. (Pode comer, trabalhar, beber e fazer sexo sem experimentar qualquer sentimento de culpa.) Só tem sentimentos de culpa quando acha que foi injusto ou falso. Quando a atenção se fixa num prazer, é difícil desviá-la.

  • Nos grupos de jovens é o que "aguenta"; é o último a ir para a cama. Enquanto o Sete gosta de evitar o sofrimen­to, o Oito se alegra com ele, pois isso faz parte da vida plena e chocante.

  • Precisa de muito espaço só para si (alguns gostam de caçar, pescar, subir montanhas). Não há maior tortura para o Tipo 8 do que isolá-lo e assim cortar-lhe todas as possibilidades de agir para fora.

  • Não se sentem constrangidos em expressar sua raiva nem agir conforme seus sentimentos.

 Mecanismo de defesa:  negação

  • Às vezes nega tudo o que não condiz com seu conceito de verdade e justiça. Pode também negar e reprimir as pró­prias fraquezas e os limites de seu poder.

  • Quando afetado por outros, pode negar os verdadeiros sen­timentos, afastando-se, alegando tédio ou culpando-se in­tensamente por erros do passado. Isso pode levar ao hábi­to paralelo de negar a dor física e emocional.

Armadilha: vingança

(são para,ele formas de equilibrar novamente a balança da justiça)

  • Uma vez que para ele é tudo ou nada e o mundo é dividido em preto e branco, amigo e inimigo, pode acontecer que descubra em si mesmo o maior inimigo e já não possa con­fiar em si mesmo, quando confrontado com sua própria culpa.

  • Repor a justiça.

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